Entenda a diferença e por que ela importa.
Brasil.
Segunda-feira, 23 de junho de 2025.
10:00 da noite.
Uma postagem didática e muito prática, extremamente necessária, que eu vi ontem ou anteontem no Instagram vinda de uma página antirracista que eu acompanho, a Notícia Preta.
O que é não ser racista?
Dizer “não sou racista” não significa não cometer atos explícitos de racismo.
Mas isso não é suficiente.
Quem só “não é racista” se posiciona de forma passiva, sem agir contra o racismo estrutural.
O que é ser antirracista?
Ser antirracista é ter uma postura ativa e intencional para combater o racismo.
Significa questionar, desconstruir e enfrentar práticas, estruturas e privilégios racistas, no dia a dia, no trabalho e na sociedade.
Relações não te tornam antirracista.
Ter um amigo negro, uma avó negra, casar com uma pessoa negra ou dizer “minha filha é negra” não te torna antirracista.
O racismo é uma estrutura social e não desaparece com vínculos afetivos.
É possível amar pessoas negras e, ainda assim, reproduzir racismo.
Antirracismo não é sobre relações pessoais. É sobre práticas, escolhas e enfrentamento do sistema.
Não basta não praticar o racismo.
Ficar em silêncio diante do racismo reforça as estruturas racistas.
Quem não se posiciona permite que o racismo continue operando nas escolas, empresas, na política e na vida.
Ser antirracista é sobre ação.
Questionar “piadas”, comentários e práticas racistas.
- Apoiar e divulgar vozes negras.
- Defender políticas de equidade e reparação.
- Enfrentar o desconforto e refletir sobre os próprios privilégios.
Não é sobre protagonismo branco.
Ser antirracista não é sobre ser protagonista da luta racial.
O papel das pessoas brancas é:
- Reconhecer seus privilégios.
- Abrir portas.
- Apoiar e fortalecer vozes negras.
- Não ocupar espaços que são de quem vive a experiência do racismo.
Aliados sim. Protagonistas não.
O centro da luta é a experiência, a voz e a liderança da população negra ou indígena.
Antirracismo começa no cotidiano.
Exemplos práticos de ser antirracista:
- No trabalho: Apoiar a diversidade e denunciar o racismo.
- No consumo: Fortalecer negócios negros.
- Na família: Educar crianças sobre desigualdade e respeito.
- Na política: Defender cotas e políticas públicas.
Fonte: Notícia preta no Instagram.
Dizer que tem empregados negros, amigos negros, familiares negros sendo você uma pessoa branca não torna você antirracista e não faz de você uma pessoa preta, com o peso, as dores e as vivências que é ser uma pessoa preta. Vejo gente branca falando: “Ah, a minha avó era negra...”. E daí? Você está lutando contra o racismo? Ou só está sendo mais uma pessoa omissa e conivente com o racismo no mundo?
E lembrando o que eu costumo falar nos meus textos sobre e em contrapartida quando dizem não serem racistas: Quem é racista não diz que é, não admite ser, pelo menos eu nunca vi um racista admitir ser racista. É preciso ter responsabilidade no que se diz e assumir o que se diz quando se diz. Não invocar familiares negros quando comete uma fala ou um ato racista.
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